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CHUVA DE VERÃO
CHUVA DE VERÃO
Não queria mais nada, Apenas lápis e papel. Escrever-te algumas linhas, E mandá-las para as nuvens no céu. Elas se tornariam pesadas, Ao ler, ficariam chocadas, E em lágrimas desabariam, Libertando-se da tristeza. Só a mãe Natureza, Pode em si receber, As dores, as mágoas, o pranto, De nossa dor e desencanto. Ao longe roncam trovoadas... Serão nuvens ainda engasgadas? Por minhas palavras sufocadas, Ou estarão muito zangadas? Façam descer em suave chuva, As passagens mais desastradas, Sob as paisagens devastadas, E o solo da terra as receberá. Estas lágrimas com muita ternura, Irão abrandar a forte secura, Que assola a região , Por ocasião do verão. Bastavam algumas linhas, Para um pouco desabafar, Egoísta esqueci que outras sozinhas, Almas, também repetem o mesmo gesto, E as nuvens ficam insuportáveis. Despejam em toneladas, toneladas, A filtragem de nossas amarguras. Temporais feios, devastadores, Transformam-se em enxurradas, Lavando nossas dores. Retornam a terra tão ameaçadoras Destruindo tudo arrasadoras. Verdadeiras catástrofes são sinais, Das transformações naturais, Nenhuma mensagem especial Descida do alto astral. Não é castigo não é vingança, Não percamos a esperança, Na misericórdia do Criador, Que se revela para nós, Através de seus mistérios e amor.
Aradia Rhianon
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Publicado em 05/01/2010 às 16h08
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