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Textos
MINHA MÃE
Tão pequenina, Mas parece, Uma menina, Em seu vestido, Todo colorido, Nem curto, Nem comprido, Todo florido. Mãos ocupadas, Nunca cansadas, Rezando o terço Eu ainda no berço, Sentia-lhes o calor Quando unidas Superando a dor De tantas feridas Erguiam-se em prece Ao Pai o Criador. Mãos benditas, Sempre abençoando. Minha mãe, Calçando tamancos, Lavando o chão, apertado o coração. Olhos brilhantes Voz de soprano Cantando Ave-Maria Varrendo a calçada Ao amanhecer do dia. Minha mãe menina Brincando na praia Colhendo seixos Puxando a rede Cabelos soltos ao vento Encontrando a morte Que levou-lhe O pai e os irmãos Mudando de vida Arriscando a sorte Na cidade desconhecida Rompendo barreiras Investindo nos filhos Tornando-os cidadãos Livres para o mundo Alma livre de desejos, Esquecida de si mesma, Enxergando além do hoje, Sorrindo para o futuro. Farol nas noites escuras Firme nas tormentas Tudo suporta, agüenta O mal ela afugenta Com sua prece e benção, Louvando o Criador Corajosa, forte em seu amor Brilhante com o sol
Em todo esplendor.
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Aradia Rhianon |
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Publicado em 09/05/2010 às 21h39
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